Projeto GAP

Curiosidades - Informações

Capacidade de observação

 

SANTUÁRIO DE SOROCABA

Dias atrás eu mudei de boné, geralmente uso o do GAP, que aqui mostro a esquerda, e usei o do Instituto Anami, a entidade que mantém o Santuário de Curitiba. Comecei a observar a reação dos chimpanzés. Carolina, logo de manhã  percebeu e me pediu para ver de perto. Cláudio também fez o mesmo. Assim foi durante o dia e os que prestaram atenção de imediato foram Vitor, Carlos, Mônica, Billy maior e Billy Jr. É interessante notar que os 4 filhos de Lulu perceberam de imediato a mudança do boné. Isto indica como a genética funciona nos chimpanzés, todos eles adquiriram a capacidade de observação da mãe, sem nunca ter morado com ela.

Alguns deles insistiam em ver de perto, já que queriam ver o chimpanzé que estava impresso no boné que eles não conheciam, já que é do Santuário de Curitiba e seu nome é Lucas. Carlos e Vitor pediam que eu repetisse os nomes do boné do GAP - Guga e Cláudio - e depois que repetisse o nome de Lucas no boné do Anami.

Porém, a capacidade de observação é extraordinariamente precisa. Eu só troco de roupa ou sapatos, para eles perceberem e pedir para eu mostrar de perto. Vitor e Cláudio, assim como Samantha, adoram roupa nova, especialmente aquela que é suave e brilhante, eles passam a mão por ela com evidente prazer.

Dias atrás tive que colocar uma pequena tipóia no pulso esquerdo que se abriu, ao separar um chimpanzé em uma briga. Logo no dia seguinte que comecei a usá-la, todos me pediam para mostrá-la, queriam curar a ferida com saliva (que é habitual neles), ou abrir os fechos da tipóia para ver como estava minha mão. Dias mais tarde, depois que tirei, eles se lembravam dela e me pediam para ver a mão, que ainda estava inflamada e eles faziam massagem nela com os lábios.

Os chimpanzés aprendem rapidamente e isso é um produto da grande capacidade de observação que possuem. Num instante aprendem qualquer movimento, qualquer técnica, qualquer careta, ou como usar qualquer objeto. O espírito de aprender que eles têm é tão grande, que às vezes nos frustramos já que não podemos explicar em detalhes, na linguagem oral ou escrita, o que desejamos transmitir-lhe, porém eles não desistem.

Dr. Pedro A. Ynterian
Presidente, Proyecto GAP Internacional

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