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Curiosidades - Informações

Sofia começa a "falar"

Divulgação/ Projeto GAP
 
Divulgação/ Projeto GAP
SANTUÁRIO DE SOROCABA

Os chimpanzés têm uma linguagem própria, de sons e gestos, que os ajuda a entender-se entre eles, e a vocalização lhes permite comunicar-se à distância. No Santuário, todos sabem através dos sons o que acontece em outros recintos.

Sofia já começou a vocalização básica, que é o “Oh ... Oh ... Oh ...” Quando falo, ela me responde da mesma forma. É uma espécie de saudação e de agrado.

Sofia completa nesta semana dois meses de vida e está indo muito bem. Ela estava muito ansiosa no primeiro mês quando mamava e a Dra. Claudia Meireles, que é voluntária do GAP, Secretária de Saúde de Porto Feliz e Homeopata, deu umas gotinhas que mudaram o comportamento dela, agora bem menos ansiosa e dorme melhor.

Nós a temos levado diariamente para que Guga, Samantha e a turma deles possam vê-la. Cada dia eles estão mais interessados. A mãe, que no início voltava a face e ia embora, agora tem curiosidade e fica olhando-a. Guga e Emílio são os mais interessados nela, observando os seus movimentos e os sons que ela começa a emitir.

Levamos Sofia também para que sua avó Ditty a conheça, porém, ela que está criando Pedrinho ainda, se assustou, pegou seu filho nas costas e desapareceu da minha presença. Margarethe e Luiza, irmã de Pedrinho, com cinco anos, ficaram muito curiosas. Margarethe, em especial, que já perdeu vários filhos, os quais lhe foram retirados ao nascer para serem vendidos, me pedia que desse Sofia para ela. Gilberto, pai de Pedrinho e Luiza não gostou de me ver com um bebê no colo e me jogou fezes. Gilberto não gosta de humanos e vários de seus filhos com Lulu e Margarethe, ele viu como foram retirados das mães, e não suporta essa visão.

O grupo de Guga, que são todos órfãos, entende mais da situação de Sofia, pois todos eles também passaram pela mesma experiência, usaram fraldas, roupas, tiveram babás humanas e moraram na casa do Santuário em algum momento.

Sofia, além de seus pais, tem três tios e tias, Dolores, Luiza e Pedrinho, e uma avó Ditty, além de muitas candidatas a mães humanas, que hoje participam de seu desenvolvimento. Ela está muito bem protegida!

Dr. Pedro A Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional