Curiosidades - Informações
Ainda que primitivos, são humanos!
Por mais que gostemos de nosso trabalho, sempre é necessário e salutar fazermos uma pausa, tirarmos férias. É um momento que podemos ficar mais com a família e, principalmente, descansar. Afinal, é natural que ocorra um desgaste físico e mental, principalmente quando se trabalha com seres inteligentes e sensíveis, que trazem, cada um, uma história de vida, em sua maioria, marcada por traumas muitas vezes irreversíveis.
Confesso que eu estava precisando “desligar” um pouco do serviço, pois aqui se absorve muito das histórias tristes de maus-tratos, sofremos e acabamos nos “contaminando” junto com os chimpanzés, leões, tigres, enfim, com os animais que aqui estão tentando se recuperar da insanidade humana.
Em meu retorno, senti uma alegria, uma energia e receptividade muito boa por parte de alguns chimpanzés. Pode soar estranho para quem lê e não tem a experiência do que é viver o dia-a-dia desses primatas, mas realmente senti isso ao vê-los novamente, depois de um mês longe, que estavam contentes com minha volta. Alguns logo chamavam para brincar de correr em meio aos gritos de alegria, outros gesticulavam de longe. Para os que estavam perto, o grooming foi imediato.
É normal que atribuamos características humanas também aos chimpanzés. Muitos chamam isso humanização. Mas como é que se definiriam tais ações se não for através de termos usados por nósω Afinal, mesmo que sejam humanos em sua forma primitiva, é claro que têm sentimentos. Por mais que alguns cientistas e até revistas acadêmicas rejeitem características humanas em chimpanzés, os fatos falam mais alto. Talvez o medo de aceitar isso esteja escondido no medo de que, se assim fizerem, serão obrigados a olharem para nossos irmãos evolutivos de maneira diferenciada. Seja a genética, a bioquímica, a etologia, ou o que for, em breve não existirá mais formas de se negar que os grandes primatas são nossa imagem e semelhança. E isso assusta muita gente. Mas esse dia chegará em breve, e toda a onipotência humana será colocada em xeque, afinal, o que temos de tão especialω Por que não aceitamos que somos mais uma espécie inserida no ambiente e, como tal, devemos aprender a conviver com tudo e com todosω Negar nossa natureza animalesca é como tampar o sol com a peneira. De todas as espécies, é incoerência demais que somos a única que destrói o mundo em que vive.
Hoje de volta, digo que é o carinho, a lembrança e o afeto que os chimpanzés demonstraram comigo que me motivam e renovam minhas forças para lutar por eles a cada dia.
MSc. Luiz Fernando Leal Padulla
Biólogo/Santuário GAP - Sorocaba
Confesso que eu estava precisando “desligar” um pouco do serviço, pois aqui se absorve muito das histórias tristes de maus-tratos, sofremos e acabamos nos “contaminando” junto com os chimpanzés, leões, tigres, enfim, com os animais que aqui estão tentando se recuperar da insanidade humana.
Em meu retorno, senti uma alegria, uma energia e receptividade muito boa por parte de alguns chimpanzés. Pode soar estranho para quem lê e não tem a experiência do que é viver o dia-a-dia desses primatas, mas realmente senti isso ao vê-los novamente, depois de um mês longe, que estavam contentes com minha volta. Alguns logo chamavam para brincar de correr em meio aos gritos de alegria, outros gesticulavam de longe. Para os que estavam perto, o grooming foi imediato.
É normal que atribuamos características humanas também aos chimpanzés. Muitos chamam isso humanização. Mas como é que se definiriam tais ações se não for através de termos usados por nósω Afinal, mesmo que sejam humanos em sua forma primitiva, é claro que têm sentimentos. Por mais que alguns cientistas e até revistas acadêmicas rejeitem características humanas em chimpanzés, os fatos falam mais alto. Talvez o medo de aceitar isso esteja escondido no medo de que, se assim fizerem, serão obrigados a olharem para nossos irmãos evolutivos de maneira diferenciada. Seja a genética, a bioquímica, a etologia, ou o que for, em breve não existirá mais formas de se negar que os grandes primatas são nossa imagem e semelhança. E isso assusta muita gente. Mas esse dia chegará em breve, e toda a onipotência humana será colocada em xeque, afinal, o que temos de tão especialω Por que não aceitamos que somos mais uma espécie inserida no ambiente e, como tal, devemos aprender a conviver com tudo e com todosω Negar nossa natureza animalesca é como tampar o sol com a peneira. De todas as espécies, é incoerência demais que somos a única que destrói o mundo em que vive.
Hoje de volta, digo que é o carinho, a lembrança e o afeto que os chimpanzés demonstraram comigo que me motivam e renovam minhas forças para lutar por eles a cada dia.
MSc. Luiz Fernando Leal Padulla
Biólogo/Santuário GAP - Sorocaba





