Curiosidades - Informações
Fogos de fim de ano
O SOFRIMENTO DOS OUTROS
O ser humano pouco se importa com os demais componentes deste planeta, por isso está chegando a inviabilizar a vida na Terra, em uma ou duas gerações mais. Os animais sofrem muito com os fogos de artifícios. Cachorros especialmente – nas épocas de festas – vivem dias terríveis. Porém, outros animais também sofrem, já que não entendem o que está acontecendo, que mais parece – para eles – uma guerra do que uma comemoração.
No Santuário de Sorocaba, que fica na zona rural, os fogos também nos atingiram e toda a vida selvagem foi afetada. Os chimpanzés não são diferentes. No dia 31 de dezembro, a noite foi de fogos intensos. Temos a má sorte de estar a 1 km de distância da sede social de um sindicato de Sorocaba, que faz festas ruidosas nesta e em outras datas. Os fogos parecem que caem dentro do Santuário. Os chimpanzés ficam sem dormir a noite toda, já que não sabem o que está acontecendo, nem o perigo existente. No “day after” o silêncio é mais intenso, os medos afloram e o sono a ser recuperado é a regra.
Como sempre transferimos Guga, Cláudio e Emílio para a área de cerca elétrica para que passem a manhã. Desta vez eles foram direto para o túnel do outro extremo da área e não saíram de lá, nem para tomar os sucos preferidos. Após o meio dia, Guga foi o único que retornou ao seu recinto, atendendo o seu dever de macho alfa de cuidar da família. Emílio e Cláudio saíram poucos metros do túnel e voltaram. Demos cobertores e água, e os deixamos dormir lá.
No dia seguinte saíram rapidinho. Cláudio voltou para o recinto principal e foi recebido por Guga com alguns tapas, que lhe reclamou por dormir fora. Emílio, como sempre, demorou mais a voltar e impediu que Guga passasse a manhã na cerca. Quando voltou, na expectativa de todo o grupo, que pensou que algo tinha acontecido, recebeu vários tapas do macho alfa e uma inspeção geral do seu corpo e seus cheiros de todos os componentes da turma.
Os chimpanzés têm uma rotina e normas internas em cada grupo. Para muitos isso não é visível, porém, para nós que os conhecemos bem, sabemos que existe uma rotina que deve ser obedecida e quando alguém não a segue é punido pela extravagância.
Dr. Pedro A. Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional
O ser humano pouco se importa com os demais componentes deste planeta, por isso está chegando a inviabilizar a vida na Terra, em uma ou duas gerações mais. Os animais sofrem muito com os fogos de artifícios. Cachorros especialmente – nas épocas de festas – vivem dias terríveis. Porém, outros animais também sofrem, já que não entendem o que está acontecendo, que mais parece – para eles – uma guerra do que uma comemoração.
No Santuário de Sorocaba, que fica na zona rural, os fogos também nos atingiram e toda a vida selvagem foi afetada. Os chimpanzés não são diferentes. No dia 31 de dezembro, a noite foi de fogos intensos. Temos a má sorte de estar a 1 km de distância da sede social de um sindicato de Sorocaba, que faz festas ruidosas nesta e em outras datas. Os fogos parecem que caem dentro do Santuário. Os chimpanzés ficam sem dormir a noite toda, já que não sabem o que está acontecendo, nem o perigo existente. No “day after” o silêncio é mais intenso, os medos afloram e o sono a ser recuperado é a regra.
Como sempre transferimos Guga, Cláudio e Emílio para a área de cerca elétrica para que passem a manhã. Desta vez eles foram direto para o túnel do outro extremo da área e não saíram de lá, nem para tomar os sucos preferidos. Após o meio dia, Guga foi o único que retornou ao seu recinto, atendendo o seu dever de macho alfa de cuidar da família. Emílio e Cláudio saíram poucos metros do túnel e voltaram. Demos cobertores e água, e os deixamos dormir lá.
No dia seguinte saíram rapidinho. Cláudio voltou para o recinto principal e foi recebido por Guga com alguns tapas, que lhe reclamou por dormir fora. Emílio, como sempre, demorou mais a voltar e impediu que Guga passasse a manhã na cerca. Quando voltou, na expectativa de todo o grupo, que pensou que algo tinha acontecido, recebeu vários tapas do macho alfa e uma inspeção geral do seu corpo e seus cheiros de todos os componentes da turma.
Os chimpanzés têm uma rotina e normas internas em cada grupo. Para muitos isso não é visível, porém, para nós que os conhecemos bem, sabemos que existe uma rotina que deve ser obedecida e quando alguém não a segue é punido pela extravagância.
Dr. Pedro A. Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional





