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Autor: Migliore, Alfredo Domingues Barbosa Editora: Del Rey Idioma: português Número de páginas: 434 Edição: 1° 2012
SINOPSE:
Os códigos e leis da atualidade foram forjados sobre a
premissa de que a humanidade está no centro do mundo; de que o homem é o único
senhor de todas as coisas e todos os seres vivos. Nessa realidade, os animais
foram postos sob o seu jugo e domínio irrestrito. Desde que Darwin revelou para
o mundo uma então chocante realidade ? sim, nós viemos de um ancestral símio! ?
os princípios filosóficos do antropocentrismo sobre o qual se ergueram essas legislações
começaram, então, a ruir. E os animais, que nós sempre pensamos como objetivos
de uso e consumo humano, como sofás, mesas e cadeiras? E os seres, que nós
descobrimos serem tão parecidos conosco que os chamamos de ?primos? ou
humanlike, como gorilas e chimpanzés? Eles ainda são bens móveis, nas palavras
fora de moda do direito posto? Os antigos tabus da irracionalidade e do
instinto pavloviano foram dinamitados por etólogos e cientistas que deixaram de
enxergar os não-humanos apenas como os seres mecanicamente animados de
Descartes. E, em razão disso, muitos filósofos passaram a defender a existência
de direitos fundamentais (v.g., o direito à vida, à liberdade e à integridade
física) de outras espécies. Para os que sustentam tais ideais de igualdade
substancial, os animais, como a maioria de nós, têm interesses considerados
relevantes, o que significa que eles podem pensar racionalmente, evitando a dor
e o sofrimento, e procurando o seu próprio bem-estar. Mas, há um outro grupo de
animais que vai mais além... Como as pesquisas de Frans De Waal (que dialogou
com o autor, na introdução deste livro), Sue Savage- Rumbaugh, Roger Fouts,
Jane Godall, Dian Fossey, e muitos outros, demonstraram, somente o pequeno
grupo dos ?grandes primatas?, no qual se incluem o próprio homem e, além dele,
os outros antropóides, isto é, os chimpanzés, gorilas, orangotangos e bonobos,
possui os rudimentos (ou, como diz o Prof. De Waal, os blocos construtores) da
moralidade. Aos componentes desse grupo dos grandes primatas podem ser
reconhecidos direitos subjetivos? Abstraído o ceticismo dos civilistas de
outrora, já o respondeu o notável geneticista Richard Dawkins que não há
classificação natural que inclua chimpanzés, gorilas e orangotangos e exclua os
seres humanos; e, da mesma forma, não há razão que explique o reconhecimento de
direitos ao homem, mas não a esses seres, como se verá no decorrer desta obra.
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